
percebi que guardar-te nos recônditos da minha memória não faz de mim alguém cuja lembrança nunca se vai. a dureza de pensamento só se torna realmente dura, quando cismas em guardar o tamanho de uma pessoa repartida nos quatro hemisférios do cérebro e isso só te conduz a uma coisa... loucura.
ninguém é verdadeiramente sensato ao ponto de recolher numa eternidade o cheiro a que se habituou a amar. o tempo faz sempre questão de misturar o paladar com a brisa, que bate de frente, e num abrir e fechar de olhos, tens na palma da mão resquícios das somas de ti nos outros. e deles em ti.
a conjugação dos verbos na forma de presente fará de ti uma pessoa muito mais elaborada no futuro, quando a tua cabeça deixar para lá outras coisas menos importantes. a felicidade é algo que só acontece depois. é nos soslaios dos cantos dos olhos que voltarás a ver melhor e para dentro. é aí onde tudo acontece. e na ponta dos teus dedos também. quando voltas amar.
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